segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Ideal de Beleza - Consequências

            O “Ideal de Beleza” é um conceito de construção social que varia de época para época. Este baseia-se no meio sociocultural em que nos encontramos e é influenciado pelos valores morais e éticos.
            Nos dias de hoje o “Ideal de Beleza” é algo que tem um enorme impacto na sociedade e as suas principais vítimas são os jovens.
Em Portugal e nalguns países europeus, o “Ideal de Beleza” está associado à magreza dos corpos, sendo esta uma condição essencial. Este padrão é visível em desfiles de moda, anúncios promocionais, entre outros. Esta publicidade tem vindo a ser criticada, pois aquilo que é visto, é muitas das vezes seguido a rigor pelo público, originando obsessão. Esta afecta principalmente as pessoas com uma auto-estima pouco elevada e de personalidade mais fraca. Pois, aquelas que têm uma personalidade mais forte não se deixam influenciar tanto por aquilo que vêm. Algumas doenças fomentadas por esta ansiedade de atingir a imagem perfeita têm como nomes a anorexia e a bulimia.
A anorexia nervosa é conhecida como sendo uma disfunção alimentar e tem como consequências a magreza extrema e exagerada do corpo, devido a uma alimentação insuficiente e stress físico.
Os doentes de bulimia contrariamente aos da anorexia, alimentam-se de forma excessiva. O facto de também quererem atingir a suposta magreza, leva-os a sentirem-se culpados pelo excesso ingerido, o que os faz provocar o vómito.
Estas duas doenças são o resultado de uma obsessão pelo corpo perfeito, levando à destruição psicológica, física e social da pessoa.
O “Ideal de Beleza”, deve ter em conta o bem-estar interno e externo das pessoas e não ter como norma certas medidas, ou comportamentos. Assim sendo, deve ser pensado e reflectido.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Ideal de Beleza" - Será que há uma definição concreta ?

De facto, não há um conceito concreto acerca do “Ideal de Beleza”, ele difere quer de pessoa para pessoa como de sociedade para sociedade. Isto porque há uma imensa diversidade cultural e cada cultura adopta costumes e tradições diferentes. Por isso, o que pode ser na verdade belo para um país ou sociedade, pode ser ridicularizado noutro. Isso vai muito na mentalidade que os indivíduos adoptam consoante a sua cultura.

Contudo, de uma maneira mais formal o significado desta expressão é dado como:

Ideal – uma ideia que tenta superar, algo relacionado com a perfeição que está em processo de concretização.

Beleza – “Perfeição agradável à vista, e que cativa o espírito.” Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Assim pode-se dizer que formalmente, o “Ideal de Beleza” é uma ideia de perfeição que o indivíduo adquire. Já consoante as sociedades actuais essa ideia é um pouco modificada e moldada ao seu agrado.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma mulher bonita deve ter bigode - tatuado





"Os Ainu são um povo que vive na ilha de Hokkaido, no Japão, e noutras ilhas próximas do Japão (mas actualmente sob administração russa). Um dos dos seus costumes tradicionais consistia em tatuar um bigode nas mulheres. Sem ele não eram consideradas nem bonitas nem suficientemente maduras para casar.
O Estado japonês começou a reprimir esse costume no último quartel do século XIX. Apesar disso, em pleno século XX algumas mulheres Ainu continuavam a tatuar um bigode."


Informação retirada do site: Caderno De Sociologia  

Moda no Antigo Egipto

No Antigo Egipto símbolos como beleza e luxo, sempre foram características importantes no seu povo. Mesmo os mais pobres gostavam de usar uma série de adereços para marcar as suas relações sociais e do dia-a-dia.

Fig.1 - Vestuário Egípcio

Os faraós eram vistos como extravagantes, pois usavam bastantes metais e maquilhagem.

Homens
No Antigo Egipto, os homens de todas as classes sociais usavam uma espécie de saia curta.

Os calçados egípcios eram assim formados: da ponta da sola partia uma correia que passava entre o primeiro e o segundo dedo do pé e se reunia no peito do pé a outras correias que formavam uma espécie de nó, e apertavam no calcanhar.

Alguns egípcios usavam um vestido de linho pregueado, decotado e modelando o tronco. As mangas, também muito curtas, estreitavam igualmente. Eles atavam sobre o vestido um cinturão largo, feito de um lenço plissado e este dispunha-se de modo a formar uma espécie de avental triangular. O vestuário de gala era complementado com o uso de uma grande peruca frisada. Como adereço, usavam as jóias, colares, um gorjal(parte da armadura que protege o pescoço) , peitorais de cadeias duplas, pulseiras, braceletes e sandálias.

Mulheres 
As mulheres egípcias usavam uma camisa muito fina e, sobre a mesma, um vestido branco, plissado e transparente. O vestido unia-se sobre o seio esquerdo, descobria o seio direito, abria abaixo da cintura e descia até os pés. As mangas dos vestidos eram decoradas com franjas e os antebraços ficavam despidos. 

Os pulsos femininos exibiam pulseiras que podiam ser rígidas, ou formadas por duas placas de ouro trabalhado unidas por duas dobradiças. Os anéis também eram comuns.

A peruca era objecto de uso obrigatório comum num traje de cerimónia. Além da cabeça, tapava as costas e as espáduas.

Na cabeça, usavam um diadema (espécie de tiara) de turquesa, usavam também um cone. Não se sabe qual era a sua composição. Esse cone não era usado apenas pelas mulheres, os homens portavam cones semelhantes em algumas situações.


Experiência animal

     A maior parte das grandes empresas de cosméticos e artigos de higiene pessoal fazem testes em animais. 
     O método "Draize" é um dos mais utilizados e baseia-se na aplicação directa dos produtos nos olhos de animais conscientes, para saber se são prejudiciais, ou não, ao homem. Não é dada nenhum tipo de anestesia de forma a diminuir a dor, pois isso poderia interpor-se nos resultados dos testes.
     No entanto, a cultura de células artificiais consegue prever estes resultados, provando assim que este método além de inútil, é extremamente cruel, causando grande sofrimento aos animais e tendo como consequência a perda de visão dos mesmos utilizados.
    Outros métodos usados incluem: a aplicação de produtos químicos na pele rapada dos animais e a ingestão de produtos tóxicos.
     Este método é designado por "Teste de Dose Letal", e consiste em determinar a dose de produto que é necessária para matar uma percentagem de animais forçados a ingeri-lo.
     Devido à coacção dos consumidores um número crescente de empresas está a substituir os animais por tubos de ensaio, programas de computador, voluntários humanos, pele humana artificial, produtos naturais e inofensivos e outros métodos que certificam que os seus produtos não são nocivos às pessoas.
     Dada a questão que são os humanos os consumidores de produtos cosméticos, é errado a utilização dos animais para experiências dos mesmos.
     Todos os dias existem animais que são aprisionados e torturados em nome da beleza e do dinheiro.
     A pressão do consumidor é a melhor maneira de acabar com torturas desnecessárias, ao utilizar produtos que não são testados em animais está a contribuir para o FIM destas situações.



Fig.1 Cartaz publicitário contra os testes cosméticos em animais


Resumo das grandes marcas que testam em animais:
  • Church & Dwight (Close-up), Coty (Adidas, Glow, Joop!, Lancaster, Rimmel), Johnson & Johnson (Aveeno, Clean & Clear, Listerine, Lubriderm, Neutrogena, Rembrandt, ROC), L’Oréal U.S.A. (Biotherm, Cacharel, Garnier, Giorgio Armani, Helena Rubinstein,Lancôme, Matrix Essentials, Maybelline, Ralph Lauren Fragrances, Redken, Soft Sheen, Vichy), Playtex Products (Banana Boat), Procter & Gamble Co. (Clairol, Cover Girl, Crest, Gillette, Giorgio, Iams, Max Factor, Pantene, Physique, Tide) e Unilever (Axe, Dove, Helene Curtis, Lever Bros., Suave).
Resumo das grandes marcas que NÃO testam em animais:
  • Avon, Chanel, BeneFit, e.l.f Cosmetics, Clarins, Clinique, Estée Lauder, John Paul Mitchell, LUSH, M.A.C. Cosmetics, Mary Kay, Nivea, NYX Cosmetics, Revlon, Sephora, Smashbox Cosmetics, St Ives, Too Faced Cosmetics, Urban Decay, Victoria's Secret & Wet'n'Wild.



Fig.2  Cartaz publicitário contra os testes cosméticos em animais

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Realidade vs Manipulação

Nos últimos anos, as revistas têm optado pela utilização de alguns editores de imagem, com o intuito de mostrar uma melhor aparência. É necessário divulgar o ideal de beleza, que levará o publico a desenvolver todos os esforços necessários para o atingir. Contudo, essas imagens não mostram a realidade e, infelizmente, as pessoas não têm consciência disso, não vendo que até as celebridades têm imperfeições.

figura 1 - ideal de beleza dos media

       Recentemente, a princesa da pop passou por essa experiência, após altos e baixos na sua vida pessoal e artística, a sua aparência mudou bastante. Porém, a pouco e pouco, tem conseguido melhorar, mas não na totalidade. Há cerca de um ano, Britney Spears foi convidada para fazer parte de uma campanha publicitária, Candie´s. Como em tantas outras, foi usado um programa de manipulação de imagens - photoshop. Todavia, a pedido da cantora as fotografias foram divulgadas, sem qualquer modificação, onde o corpo dela aparece com imperfeições, como o de qualquer outra pessoa.
       Apesar deste acto de coragem, a princesa da pop, foi alvo de várias criticas por parte dos media devido ao seu peso, por não ter atingido o ideal de beleza que estes criaram.  



Figura 2: o real e o artificial de Britney Spears.

“Sinto-me satisfeita com o meu corpo, tenho as minhas perfeições e imperfeições. Não estou incomodada com a celulite, isso não é algo bonito mas é da natureza feminina”

                        Britney Spears.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Evoluçao da Beleza - Pré-história

A necessidade de usar roupa começou há muito tempo atrás, durante a pré-historia. As tribos nómadas devido à escassez de alimentos, depararam-se com a variação climática de cada região que viviam, deste modo tiveram de criar uma solução para suportarem o frio, e assim surgiu a roupa. Ao passar do tempo os agasalhos passaram a representar para o homem crenças e o próprio pudor e com o passar do tempo tornou-se um símbolo de poder.
As primeiras peças de roupa eram feitas de pele animal, que cobriam poucas partes do corpo humano. Estas peças eram pesadas e para torná-las mais leves foi necessário mastigar primeiro para ficarem flexíveis. A roupa para além de cobrir o frio protegia dos picos e vegetação, contudo reduzia a agilidade e capacidade de fugir do inimigo.
Acredita-se que há vinte cinco mil anos atrás o uso de roupa e técnicas de fabricação de fios já era frequente para equilibrar o grau de beleza entre o macho e a fêmea, pois elas sobressaiam pela sua beleza e assim o homem começou a criar adornos para terminar com essa diferenças entre os sexos.